O que acontece nesta doença?
A doença resulta de uma alteração nos genes das mitocôndrias, que produzem energia na célula. As células do nervo ótico, que leva a informação visual ao cérebro, ficam danificadas. Primeiro é afetado um olho e, em semanas ou meses, também o outro. É sobretudo a visão central que piora.
Que sintomas podem surgir?
Os sintomas começam muitas vezes na casa dos 10 ou dos 20 anos. Parte das pessoas que têm a alteração genética nunca tem sintomas.
- Visão turva e enevoada sem dor
- Perda de visão primeiro num olho e depois no outro
- Piora da visão central; ler e reconhecer rostos torna-se difícil
- Diminuição da visão das cores
- Ligeira melhoria espontânea da visão central (num pequeno número de pessoas)
- Em algumas famílias, tremores, perturbações do movimento ou alterações do ritmo cardíaco (raramente)
Como é diagnosticada?
O oftalmologista dilata a pupila e observa a cabeça do nervo ótico. O nervo ótico é avaliado com o exame do campo visual e a OCT. O diagnóstico é confirmado analisando os genes das mitocôndrias no sangue. Três alterações genéticas frequentes explicam a maioria dos doentes.
Tratamento e cuidados
Na Europa existe um tratamento medicamentoso aprovado, específico para esta doença, para a perda de visão em doentes com 12 anos ou mais. As ajudas técnicas para quem vê pouco e o apoio profissional também são importantes. Recomenda-se evitar o tabaco e o excesso de álcool. Estão em estudo novos métodos, como a terapia génica. É o médico que acompanha a doença que decide qual o tratamento adequado.
Para a família: hereditariedade e aconselhamento genético
A LHON passa apenas através da mãe. As mitocôndrias são transmitidas ao filho apenas pelo óvulo. Todos os filhos de uma mãe que tem a alteração genética recebem essa alteração. Não passa do pai para os filhos. A maioria dos portadores nunca perde a visão; nas mulheres esta probabilidade é ainda menor. O aconselhamento genético ajuda a perceber quem está em risco na família.