O que acontece nesta doença?
Falta nas células uma enzima chamada esfingomielinase ácida. Por isso, uma gordura chamada esfingomielina não pode ser decomposta e acumula-se nas células. O fígado, o baço, os pulmões e a medula óssea são afetados. No tipo grave, o cérebro também é afetado.
Que sintomas podem surgir?
A doença tem um tipo grave dos primeiros meses de vida (tipo A) e um tipo mais ligeiro (tipo B). Também existem tipos intermédios. Os sintomas variam muito de pessoa para pessoa.
- Fígado e baço aumentados (frequente)
- Dificuldade em ganhar peso e atraso do crescimento
- Infeções pulmonares frequentes e falta de ar
- Plaquetas baixas no sangue, nódoas negras e hemorragias fáceis
- Alterações das gorduras no sangue (no tipo B)
- Ossos mais finos
- Regressão do desenvolvimento (no tipo A)
Como é diagnosticada?
O médico faz o exame físico e avalia o tamanho do fígado e do baço. Mede-se no sangue a atividade da enzima esfingomielinase ácida. O diagnóstico é confirmado por um teste genético que analisa o gene SMPD1.
Tratamento e cuidados
Existe um tratamento enzimático aprovado especificamente para esta doença. Este tratamento reduz a acumulação no fígado, no baço e nos pulmões. Mas não atua sobre os efeitos no cérebro. O apoio nutricional, o apoio respiratório, a fisioterapia e a vigilância regular também fazem parte dos cuidados. Quem tem o baço aumentado deve evitar desportos de contacto. É o médico que acompanha a doença que decide qual o tratamento adequado.
Para a família: hereditariedade e aconselhamento genético
A doença transmite-se por hereditariedade recessiva. A mãe e o pai são geralmente portadores saudáveis. Num casal de portadores, em cada gravidez a probabilidade de ter um filho com a doença é de 1 em 4. Nos casamentos entre familiares, este tipo de doenças pode ser mais frequente. É possível fazer um teste de portador e um teste durante a gravidez. Recomenda-se aconselhamento genético.