O que acontece nesta doença?
As vias nervosas longas da medula espinhal vão-se deteriorando com o tempo. Estas vias controlam a tensão dos músculos e o movimento das pernas. Por isso, surgem rigidez e fraqueza nas pernas. Muitos genes diferentes podem causar a doença.
Que sintomas podem surgir?
Em cerca de 90 % das pessoas, surge a forma pura, que afeta apenas as pernas. Na forma complexa, juntam-se outros sintomas.
- Fraqueza nas pernas que aumenta lentamente
- Rigidez muscular nas pernas, ou seja, espasticidade
- Tropeções e quedas, sobretudo em terreno irregular
- Vontade frequente e súbita de urinar
- Diminuição da sensibilidade nos pés (por vezes)
- Cansaço, dor nas costas e nos joelhos
- Na forma complexa, problemas de equilíbrio, fala, visão ou audição
Como é diagnosticada?
O diagnóstico é feito por um exame detalhado e pelos sintomas típicos. Pode fazer-se RM do cérebro e da medula espinhal para distinguir doenças semelhantes, como a esclerose múltipla (EM). Em alguns casos, faz-se um teste genético.
Tratamento e cuidados
Ainda não existe um tratamento que pare ou reverta a doença. Os sintomas, no entanto, podem ser controlados. A fisioterapia regular preserva a força muscular e o movimento das articulações. Podem ser usados medicamentos e injeções que reduzem a rigidez muscular. As ortóteses, as talas e as palmilhas facilitam o andar. Raramente, pode ser necessária uma cirurgia para alongar músculos encurtados. É o médico que acompanha a doença que decide qual o tratamento adequado.
Para a família: hereditariedade e aconselhamento genético
A forma de transmissão varia conforme o tipo. Na forma pura, o gene alterado vem muitas vezes de um dos progenitores, da mãe ou do pai. Neste caso, a probabilidade para cada filho de um progenitor doente é de 1 em 2. Na forma complexa, o gene vem sobretudo dos dois progenitores. Neste caso, num casal de portadores, a probabilidade de ter um filho doente é de 1 em 4 em cada gravidez. O aconselhamento genético ajuda a compreender o risco na família.